18 de agosto de 2008

Como e por que as pessoas sobrevivem a desastres

 

O que acontece com as pessoas em uma calamidade? E por que alguns de nós se saem muito melhor que outros? 

Muito do que sabemos sobre sobrevivência em desastres vem de pessoas que passaram por isso. Essas histórias foram coletadas pela jornalista Amanda Ripley, (que já cobriu enchentes, incêndios e acidentes aéreos para a revista Time)
em um livro: "The Unthinkable: Who Survives When Disaster Strikes -- and Why", da editora Crown. 

Além de conversar com sobreviventes, Ripley também investiga profundamente a ciência da preparação para emergências e sobrevivência. Uma das principais lições é que o pânico, a negação e o medo podem ser inevitáveis durante um desastre, mas seu cérebro irá funcionar melhor em uma situação extrema se você já absorveu alguns conceitos através de treinamentos.

Por este motivo, simulações são muito importantes. A repetição e o condicionamento do corpo e da mente nas situações fazem com que seu cérebro armazene a memória física da experiência. Exatamente como fazemos nos treinos do Krav Magá.

“Seu cérebro trabalha através de reconhecimento de padrões e durante uma situação extremamente assustadora ele seleciona aquela base de dados em busca de uma instrução”, disse Ripley. “Seu cérebro depende dessa memória e responde a ela mais rapidamente e melhor do que somente palavras.”

Um comportamento comum em caso de desastre é a tendência de permanecer na área e tentar levar coisas. Seja qual for a emergência, muitas pessoas se movem surpreendentemente devagar, atrasando o processo de evacuação. No entanto, estar ciente desse “instinto de levar as coisas” pode ajudar você a superá-lo. “É preciso se mover rapidamente, mas esse não será seu primeiro impulso”, disse Ripley.

O comportamento de grupo em um desastre também é surpreendentemente previsível. Apesar de existirem casos de pânico e fuga desesperada, a resposta mais comum é a do “pensamento em grupo”, afirma Ripley. As pessoas ficam juntas, seguem umas às outras e são civilizadas e aflitivamente devagar durante evacuações.

Uma pessoa que assume um papel de liderança em um desastre será invariavelmente obedecida. Pequenas atitudes em um desastre podem aumentar suas chances de sobrevivência. 


Existem várias formas de se preparar para ameaças mais comuns, como incêndios, enchentes e outras emergências. Participe de treinamentos e simulações em casa e no trabalho. “Precisamos entender que nossa própria sobrevivência também depende de nós”, diz Ripley. “Quem vai estar lá no momento de emergência é você, seus colegas de trabalhos e seus vizinhos, não os pára-quedistas da segurança nacional. Quanto mais confiança você tiver antes que esses eventos aconteçam, menos debilitante será o medo e melhor será seu desempenho”.

Adaptado de Tara Parker-Pope (New York Times) 


Nas suas aulas, procure imaginar a situação real. Isso vai facilitar, e muito, na hora que você precisar agir de verdade!

Kidá!

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