29 de dezembro de 2008

Matéria jornal "O dia"

Sob o título "Com armas, mas sem tiros" a jornalista Paula Sarapu escreve para o jornal online "O Dia" uma matéria sobre o treino para os policiais do BOPE. A matéria completa, pode ser lida aqui.

Policiais do Bope aprendem krav magá, técnica do Exército israelense usada para dominar inimigo

Rio - Temido no mundo inteiro por seus golpes certeiros e muitas vezes mortais, o krav magá faz parte agora da técnica de combate e defesa dos policiais militares do Batalhão de Operações Especiais. Desde agosto, dois instrutores da Federação Sul Americana de Krav Magá — arte de defesa pessoal criada pelo Exército Israelense — freqüentam o batalhão do Vale dos Ossos Secos, no alto de Laranjeiras, para treinar os 400 homens da tropa de elite da PM.

As lições são adaptadas à rotina carioca e os policiais aprendem, por exemplo, a usar o fuzil não como uma arma letal, mas como um bastão. “Vamos fazer do krav magá a técnica oficial de defesa do Bope”, afirma o comandante dos ‘caveiras’, tenente-coronel Pinheiro Neto, que por três anos praticou a luta.

As aulas são dadas a cada grupo de 40 alunos, com os 25 quilos de equipamento que normalmente usam nas ruas — incluindo coletes à prova de balas, carregadores de fuzil e pistolas no cinto. A luta dificilmente acaba no tatame da academia do batalhão, porque a resposta para a agressão precisa ser rápida e objetiva, mas sem deixar de lado o armamento. E o policial aprende a ter força e autocontrole no contra-ataque para imobilizar o criminoso.

“Ele poderá usar o fuzil para se resguardar, atingindo o inimigo com o carregador da arma. Vai conseguir imobilizar o agressor e desarmá-lo. Numa situação de distúrbio, por exemplo, quando uma mãe desesperada com a prisão do filho tenta segurar a arma, ele conseguirá proteger o armamento sem feri-la”, explica o instrutor Cláudio Oliveira.

Até então, os homens de preto praticavam lutas em rodízio, com policiais que já tinham experiência em artes marciais. Por quatro meses, dois PMs treinaram na Federação Sul-Americana de Krav Magá e vão transmitir os conhecimentos à tropa em 2009: serão instrutores, supervisionados pelos professores da Federação. As aulas serão aliadas a lições de jiu-jítsu.

PM de folga imobilizou assaltante em ônibus

O primeiro contato do Bope com o krav magá foi no início dos anos 90. A experiência de defesa pessoal ultrapassou os muros da unidade e um policial, em sua folga, acabou conseguindo reverter uma situação de assalto com reféns.

“Ele não estava armado e o ônibus em que estava acabou sendo assaltado. O policial usou as técnicas da luta para se defender e desarmar o criminoso. Foi baleado de raspão, mas acabou imobilizando o bandido”, lembra Pinheiro Neto. “Eles não estão armados 24 horas por dia e precisam resolver a agressão com agilidade e rapidez.

Quanto mais bem treinados estiverem, melhor para executar os movimentos, que são objetivos e curtos”, explica o professor Márcio Hirszberg.

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