25 de março de 2009

Matéria SUPERINTERESSANTE


Na sua edição de número 169, a Revista Superinteressante publicou uma matéria intitulada "A arte de lutar", onde fala sobre o Krav Magá, o Aikido e o Boxe. A matéria, apesar de simples, é bastante interessante e a parte que fala sobre o Krav Magá pode ser conferida abaixo. Se preferir, leia a matéria na íntegra neste link.

A arte de lutar
Dominar o adversário sem confrontá-lo, usar o próprio corpo como arma ou derrubar o opositor só com a força dos punhos. Conheça, as técnicas que estão por trás do aikido, krav magá e do boxe.

Os confrontos fazem parte da história humana. Muitas vezes eles são movidos pela violência ou pelo desejo de destruir um inimigo. Mas nem sempre. Lutar também tem outros significados. As disputas corporais fazem parte de ritos tribais e demonstrações de bravura, por exemplo. Também existem como esporte, para testar os próprios limites, condicionar o corpo e elevar o espírito. A partir desta edição, você acompanha uma série, em três capítulos, sobre lutas que conquistaram o mundo. Mas, lembre-se: são técnicas que devem ser utilizadas para defesa ou para competições esportivas. E que não devem ser praticadas sem orientação profissional. Boa diversão!


Uma luta sem regras

O krav magá foi criado em Israel na década de 40, durante a guerra contra os árabes, como uma técnica de defesa pessoal e combate. Até 1987 a luta foi mantida em segredo pelas forças israelenses, e até hoje parte da técnica continua em sigilo. Em sua versão civil, o objetivo primordial é possibilitar a qualquer pessoa escapar de agressões usando apenas o próprio corpo como arma. Os golpes são curtos e explosivos, aplicados em pontos fracos como joelhos, traquéia e genitais, para derrubar o agressor com rapidez e eficácia. O improviso é incentivado. "O aluno deve avaliar cada situação e planejar a reação de forma segura", afirma o instrutor Avigdor Zalmon. Os treinos incluem respostas a diversas agressões, como um soco, um estrangulamento, uma tentativa de estupro ou o ataque de uma gangue. O krav magá difere de outras lutas também porque não existem regras ou competições. "A verdadeira medida do nível do aluno é sua capacidade de reação no mundo real", diz Kobi Lichtenstein, o introdutor da luta no Brasil. Mas não se esqueça: antes de usar as técnicas, é preciso muito treino sob a orientação de um instrutor. Um descuido pode ser fatal. Por isso, em último caso valem os conselhos da polícia: não reaja, não faça movimentos bruscos, avise quando for se movimentar e - sem encarar o agressor - preste atenção em suas características físicas para descrevê-lo depois.


O criador: Imi Lichtenfeld

O inventor do krav magá, Imi Lichtenfeld, foi um líder militar de Israel. Aos 25 anos, já comandava um grupo de resistência antinazista na Europa e, em 1942, no Oriente Médio, entrou para a Haganah, organização militar judaica, onde foi instrutor de defesa pessoal e combate. Em 1948, com a independência de Israel, Lichtenfeld tornou-se instrutor de krav magá do Tzahal, o serviço militar do país. Mestre na arte da sobrevivência, Lichtenfeld percebeu que as lutas que conhecia - aprendeu defesa pessoal com o pai e foi campeão de boxe e luta greco-romana - não funcionavam em combate. Decidiu criar uma técnica nova: o krav magá. Lichtenfeld é visto pelos israelenses como um dos maiores responsáveis pelo sucesso das operações do exército israelense, num país em que defender a fronteira sempre foi uma questão de vida ou morte. O criador do krav magá morreu em 1998.

Para saber mais:
Na internet: www.kravmaga.com.br

Kidá!

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